Sinopsis

Reportagens sobre exposições, concertos e espetáculos na França. Destaque para os artistas brasileiros e suas criações apresentadas na Europa. Na literatura, lançamentos e as principais feiras de livros do mundo.

Episodios

  • Cultura - De Drácula à Buffy: exposição em Paris resgata trajetória dos vampiros na arte e na História

    Cultura - "De Drácula à Buffy": exposição em Paris resgata trajetória dos vampiros na arte e na História

    25/10/2019 Duración: 06min

    Sincronizada com o Halloween, a Cinemateca Francesa, em Paris, exibe a mostra "Vampiros, de Drácula à Buffy". Com trechos de filmes, livros, fotografias, pinturas, serigrafias, esculturas e até mesmo peças célebres dos figurinos de "Nosferatu", de Werner Herzog, e "Entrevista com o Vampiro", de Neil Jordan, a exposição recompõe como esse misterioso personagem é retratado ao longo da História. Do ilustre romance de Bram Stoker aos longas de Tod Browing, de 1931, e Francis Ford Coppola, de 1992, a exposição destaca a figura do vampiro no cinema e na literatura. Também resgata a trajetória deste misterioso personagem nas artes plásticas - por Andy Warhol, Basquiat, Niki de Saint Phalle, Goya. Mas, ao ser levado para a TV - com séries como "Buffy, a Caça Vampiros", "True Blood" ou "The Strain" - o vampiro se transforma em um ícone pop e passa a ser utilizado até mesmo na publicidade, como explicou à RFI o curador da mostra, Matthieu Orléan. "A ideia é apresentar ao público uma vasta gama de representação dos

  • Cultura - Exposição Degas no Museu d’Orsay revela universo das bailarinas e bastidores da Ópera de Paris

    Cultura - Exposição Degas no Museu d’Orsay revela universo das bailarinas e bastidores da Ópera de Paris

    18/10/2019 Duración: 04min

    Edgar Degas (1834-1917) é um dos maiores pintores impressionistas, famoso por suas obras que retratam bailarinas. A exposição em cartaz neste momento no Museu d’Orsay em Paris, confirma a fama, mas amplia a visão sobre sua produção. "Degas na Ópera" reúne os quadros, desenhos e esculturas que marcaram a carreira do artista francês, de seu início como pintor nos anos 1860, como o quadro "Petites filles spartiates provoquant des garçons à la lutte" (Meninas espartanas desafiando meninos) até quase sua morte em 1917. Fascinado pelo universo das bailarinas, que lhe permitia transformar a música, sua paixão, em desenho, Edgar Degas frequentou a Ópera de Paris durante vários anos. Além dos corpos das dançarinas e seus movimentos   em cena, no camarim, em sala de aula  , reproduziu o espaço, a arquitetura e também os frequentadores assíduos da instituição que era um local central de sociabilidade na segunda metade do século 19 em Paris. A Ópera foi o laboratório de Degas explica à RFI uma das curadoras da mostra,

  • Cultura - Leonardo da Vinci: os últimos anos do gênio na França

    Cultura - Leonardo da Vinci: os últimos anos do gênio na França

    04/10/2019 Duración: 06min

    Há cinco séculos morria Leonardo da Vinci, um dos grandes gênios de todos os tempos. Depois do apogeu na Itália, ele veio passar seus últimos três anos de vida no Vale do Loire, na França, onde morreu no dia 2 de maio de 1519, aos 67 anos. O convite para Leonardo da Vinci fazer parte da corte francesa veio por parte de François I, grande mecenas que implantou o Renascimento na França, incontestável potência após a vitória na Guerra dos Cem Anos. “Da Vinci era um homem relativamente idoso, para a época. O convite de François I é uma proposta muito lisonjeira para o artista. Na Itália, especialmente em Roma, Leonardo sofre a concorrência de uma nova geração, a de Rafael e Michelangelo”, explica Jean-Louis Sureau, diretor do Castelo de Amboise. O castelo fica à beira do vale do Loire, conhecido por suas belas propriedades renascentistas bem preservadas e seus vinhos. “François I cresceu em Amboise, aqui era sua casa e aqui a corte viveu os primeiros anos de seu reinado”, explica Sureau. Leonardo ganha como

  • Cultura - Francis Bacon: os fantasmas e tormentos de um pintor genial

    Cultura - Francis Bacon: os fantasmas e tormentos de um pintor genial

    27/09/2019 Duración: 07min

    A galeria 2 do último andar do Centro Pompidou abre espaço para uma retrospectiva do trabalho de Francis Bacon (1909-1992), um dos artistas mais celebrados do século 20. O nome da mostra é “Francis Bacon com todas as letras”. Conhecido por suas obras figurativas deformadas e agonizantes, a exposição de Bacon traz 60 quadros de coleções públicas e privadas do mundo todo – incluindo 12 trípticos e uma série de retratos e autorretratos – e se concentra na produção das duas últimas décadas de vida do pintor. O ano de 1971 foi marcante para Bacon. Ele foi tema de uma retrospectiva no Grand Palais, de Paris – só Picasso antes dele teve a honra de expor ali em vida. Dois dias antes da vernissage, seu companheiro George Dyer se suicida. A partir daí, até a morte de Bacon na Espanha, em 1992, os pesadelos e a fantasmagoria em pinceladas etéreas ou selvagens se espalham pelos seus quadros. “Achei a exposição excepcional”, diz o artista plástico brasileiro Fernando Barata, radicado na França, viu a exposição e fala

  • Cultura - Ana Karenina inspira peça em três línguas assinada pelo português Tiago Rodrigues

    Cultura - Ana Karenina inspira peça em três línguas assinada pelo português Tiago Rodrigues

    20/09/2019 Duración: 06min

    “The Way She Dies”. “Como ela morre”. É a peça que o dramaturgo português Tiago Rodrigues, 42 anos, apresenta no Festival de Outono, em Paris, durante quase um mês. Os ingressos se esgotaram rapidamente para todas as apresentações antes mesmo da estreia. No palco, dois casais, um de portugueses, e outro, de belgas. O fio condutor de idas e vindas no tempo é o livro “Ana Karenina”, de Leon Tostói. Não se trata de uma releitura do romance de mais de mil páginas. É uma desculpa, uma inspiração, para Rodrigues construir uma história própria, de amor, paixão, desejo, separação. É uma trama de línguas: a peça se passa em português, em neerlandês e em francês. Na década de 1970, em Lisboa, o casal é formado pelos atores Isabel Abreu e Pedro Gil. Ela está apaixonada por um outro homem, um belga, e tenta aprender francês para se comunicar com o amado. O método escolhido é um volume de “Ana Karenina”, em francês. Quase 50 anos depois, um outro casal, em Antuérpia, se separa. O homem tenta racionalizar a ruptura,

  • Cultura - Pela primeira vez em Paris, vida de Buda é tema de exposição

    Cultura - Pela primeira vez em Paris, vida de Buda é tema de exposição

    13/09/2019 Duración: 07min

    Quem foi Buda? O que é o budismo? Como surgiu? Para quem tem essa curiosidade, uma exposição inteiramente dedicada ao personagem – “Buda, a Lenda Dourada” – está em cartaz no Museu Guimet, em Paris, especializado em arte asiática. Um mapa logo na entrada da visita traz um painel sobre a incrível expansão do budismo, a partir do século 5 a.C., com o nascimento do príncipe Sidarta Gautama, no sul do atual Nepal. Ele renunciou ao título para se dedicar à busca da erradicação das causas do sofrimento humano. O budismo se espalhou pela Ásia e até hoje tem forte presença na cultura, apesar das diferenças regionais. Thierry Zéphir, um dos curadores da mostra, explica: "O ponto de partida era contar a vida do fundador do budismo, ou seja, Buda, o iluminado. Para fazer isso da maneira mais clara possível para o visitante, decidimos apresentar a vida de Buda de forma cronológica. Não existe uma biografia. A maior parte dos textos que tratam da vida de Buda foram escritos depois e são, de certa forma, uma recomposiç

  • Cultura - Street art ganha museu flutuante à beira do Sena

    Cultura - Street art ganha museu flutuante à beira do Sena

    06/09/2019 Duración: 05min

    Fluctuart é o nome de um novo espaço em Paris dedicado à street art. Construído como um moderno barco transparente, o Fluctuart está ancorado em um local privilegiado à beira do Sena, entre a imponente ponte Alexandre III e a Torre Eiffel. Nicolas Laugero Lasserre é um dos co-fundadores do Fluctuart e diretor artístico do espaço: “Queríamos um local permanente para a street art, totalmente dedicado ao gênero. Um lugar aberto para artistas do mundo todo. Fala-se que Paris é provavelmente a capital mundial desse movimento. Isso porque há 20 anos, e mesmo 30, desde o grafite, faz-se muita arte urbana aqui. Há também uma certa tolerância das autoridades, das prefeituras para a prática. Os artistas puderam se expressar e também um mercado cresceu para isso. Há 60 galerias de street art em Paris e cerca de 15 leilões específicos todo ano. É algo excepcional no mundo. Somos um dos centros do mundo para os artistas e para o mercado.” O projeto ganhou, entre 40 candidatos, uma licitação para revitalizar o local à

  • Cultura - Como será o amor no futuro? Mostra Futures of Love em Paris projeta era de corpos virtuais, distopia e sensualidade

    Cultura - Como será o amor no futuro? Mostra 'Futures of Love' em Paris projeta era de corpos virtuais, distopia e sensualidade

    30/08/2019 Duración: 07min

    A cartografia da vida amorosa se redefine ao ritmo de cada época. No caso do século 21, pode-se dizer que os instrumentos e os contextos amorosos se metamorfoseiam na velocidade da luz. Ao menos, é o que mostra a exposição Futures of Love, em cartaz no gigantesco galpão industrial dos Magasins Géneraux, em Pantin, às margens do canal de Ourcq, nos arredores de Paris. Um amor do futuro em que o corpo se desmaterializa e ganha novos suportes virtuais, ilimitados, e no qual todas as possibilidades são reais. Será? Keimis Henni, um dos curadores da exposição, explica o conceito da mostra. "Falamos de 'futuros' do amor, no plural, porque ter a ambição de apresentar apenas um futuro possível para o amor seria redutor. Nós podemos apenas imaginar possibilidades. São ideias, pistas para refletir", diz. "O plural destaca a diversidade da visão dos artistas sobre o tema, não queríamos explorar apenas um caminho. Todos os visitantes podem, a partir daí, imaginar seu próprio futuro do amor, inclusive em suas vidas pe

  • Cultura - Mostra em Paris oferece mergulho na street art de Banksy em quase 100 reproduções

    Cultura - Mostra em Paris oferece mergulho na street art de Banksy em quase 100 reproduções

    23/08/2019 Duración: 05min

    Iconoclasta, urbano e extremamente político, o universo do misterioso artista britânico Banksy é revisitado através de quase 100 reproduções em tamanho natural pela mostra The World of Banksy: The Immersive Experience (O Mundo de Banksy: uma experiência imersiva, em português), em cartaz numa galeria do 9° distrito da capital francesa. A exposição, que ocupa os 1.200 metros quadrados e os três andares do espaço Lafayette-Drouot, traz 42 afrescos printados em muros de concreto, à moda do artista, além de 51 obras emolduradas desse street artist que, reza a lenda, nasceu em Bristol, e teria hoje por volta de 45 anos. Para reconstituir obras como Bethlehem Land, o afresco mural de Belém, na faixa de Gaza, no qual Banksy retrata um burro e um soldado lado a lado, ou o retrato de uma jovem chorando na porta do Bataclan, em Paris, após os atentados, foi necessária uma força-tarefa de cerca de 10 grafiteiros vindos do mundo inteiro, sob condição de anonimato, para prestar homenagem ao artista britânico. O diretor

  • Cultura - Mostra na Fundação Cartier de Paris reflete sobre estética e ciência das árvores

    Cultura - Mostra na Fundação Cartier de Paris reflete sobre estética e ciência das árvores

    16/08/2019 Duración: 05min

    “Nous les Arbres” (“Nós, as árvores”) é o nome da exposição em cartaz na Fundação Cartier, de Paris. A mostra traz a árvore no papel principal, sob três prismas que se mesclam: o científico, o estético e o filosófico. “Eu me pergunto se a primeira impressão que se tem de uma árvore é estética, ao invés de científica. Quando nos deparamos com uma bela árvore, é algo simplesmente extraordinário”, diz o botânico Francis Hallé, defensor de primeira hora das florestas tropicais. Seus desenhos e diários de bordo mostram a riqueza da fauna e sua fragilidade diante do homem predador. Ele estuda as árvores com rigor científico, mas sem abrir mão de um olhar estético e poético.   “É o resultado de duas décadas de pesquisas, que nos ensinaram que as árvores se comunicam entre elas, que têm sensibilidade, memória, regulam o clima, toda uma série de propriedades que antes eram desconhecidas”, explica um dos curadores, o antropólogo Bruce Albert, coautor, com David Kopenawa, de “A Queda do Céu: Palavras de um xamã yano

  • Cultura - Show de drag queens anima noite parisiense

    Cultura - Show de drag queens anima noite parisiense

    09/08/2019 Duración: 05min

    O Cabaret des Artistes é um show de drag queens em Paris. Uma vez por mês, os artistas da trupe Fenix Show sobem ao palco para um espetáculo de muito brilho e paetês para mais de 80 pessoas. Os sketches se sucedem com artistas da casa e convidados.  Entre as atrações principais está Lolla Bee, ou melhor, Wellington da Silva, 43 anos, pernambucano. “Todo mês elaboramos um show diferente, pensando muito na coreografia. É um cabaré de transformistas, bastante diverso. Eu, por exemplo, trabalho muito meu lado cômico, com personagens extrovertidos. Mas faço também Shirley Bassey ou um samba”. Wellington começou a carreira nos anos 1990, em Recife (PE). “Fiz animações de festas em boates LGBT. Depois passei muitos anos fazendo telegrama animado para festas, aniversários, casamentos, velório e até em ônibus de turismo”, conta. Já na Europa, Wellington ganhou um concurso de drags para integrar a trupe Fenix Show. Há três anos ele participa dos shows semanais em Paris, além de fazer apresentações em outros locai

  • Cultura - Espetáculo audiovisual encena 3 mil anos de Lutécia, o alterego milenar de Paris

    Cultura - Espetáculo audiovisual encena 3 mil anos de Lutécia, o alterego milenar de Paris

    02/08/2019 Duración: 05min

    Desde 2012, parisienses e turistas têm um encontro marcado no verão da capital francesa com a já tradicional Noite no Musée des Invalides, também conhecida como o Show Monumental de Paris. Em 2019, o diretor Bruno Seillier escolheu contar nada menos que 3.000 anos da história da França, num espetáculo que mistura tecnologias de vídeo-mapping, projeção de laser e uma verdadeira viagem musical, para revisitar episódios clássicos, desde a tomada da Gália pelos romanos até os dias atuais, passando pelas Guerras Napoleônicas e a Revolução Francesa. Lutécia, 3.000 anos de histórias, faz referência ao antigo nome milenar de Paris e propõe uma viagem audiovisual no túnel do tempo. Segundo o diretor do espetáculo, Bruno Seillier, um veterano de trabalhos de projeção e instalações em monumentos históricos, o foco principal é a essência da história a ser contada. "Primeiro o espetáculo se destinaaos olhos, aos ouvidos e, através da luz das tecnologias, eu resgato a grandiosidade e as formas do monumento histórico do

  • Cultura - Festival de Verão flerta com o ilusionismo e a performance para revelar Paris encantada

    Cultura - Festival de Verão flerta com o ilusionismo e a performance para revelar Paris encantada

    26/07/2019 Duración: 05min

    Há 30 anos o Festival Paris l'Été, ou o festival de Verão de Paris, oferece uma diversidade de atrações para quem fica na capital francesa quando as temperaturas sobem e uma oportunidade para redescobrir os encantos da capital. Criado por Jack Lang, o icônico ex-ministro da Cultura de François Miterrand, a edição 2019 do festival mergulha em temas como fuga e fantasia, propondo a turistas e parisienses uma programação vibrante e desafiadora, que mistura grandes nomes da dança e da performance, como a Cia Batsheva e Christian Rizzo, a espetáculos de ilusionismo, fogo, circo, música e teatro, até experiências gastronômicas "conceituais". Para a diretora artística do festival, Laurence Magalhães, a ideia é reinventar e a alegria e o sonho de um verão elétrico em Paris, sob o ponto de vista do estranhamento e da ruptura, revelando lugares atípicos da capital francesa, ou não habitualmente frequentado pelo público de artes cênicas. "O festival fala sobre ter tempo de descobrir Paris, de saber desfrutar desse mo

  • Cultura - Verão em Paris rima com piquenique e cinema ao ar livre

    Cultura - Verão em Paris rima com piquenique e cinema ao ar livre

    12/07/2019 Duración: 04min

    Verão em Paris rima com piquenique e com cinema ao ar livre. De graça e para todos os gostos. O amanhã do passado, o amanhã do futuro. O amanhã, em todas as suas vertentes é o tema da 29ª edição do Festival Cinema ao Ar Livre, em Paris. Durante um mês, a partir de 17 de julho, uma tela inflável transforma o gramado do Parque da Villette em cinema. A ocasião é perfeita para um grande piquenique entre amigos ou bebericar um vinho a dois. Para aguentar o friozinho da noite, é possível alugar espreguiçadeiras e cobertas. O futuro visto pelo cinema “Hoje falamos tanto da crise do clima, do futuro do planeta, dos avanços científicos, de inteligência artificial e robótica. Achei que seria interessante ver como os cineastas tratam o assunto e imaginam o mundo de amanhã”, disse Sandrine Le Guen, programadora do evento, à RFI Brasil. A programação é eclética, abrindo com “Blade Runner 2049” (dirigido por Denis Villeneuve), e fechando com o original, “Blade Runner, o Caçador de Androides” (1982), de Ridley Scot

  • Cultura - Festivais de verão se multiplicam e se tornam motor de convivialidade na França

    Cultura - Festivais de verão se multiplicam e se tornam "motor de convivialidade" na França

    05/07/2019 Duración: 09min

    A cada verão europeu, os festivais - sejam eles de música, teatro, fotografia, literatura - se multiplicam na França. Apenas nesta semana, o país assiste à abertura de grandes eventos culturais, como os Encontros da Fotografia de Arles, o mítico Festival de Teatro de Avignon e um dos maiores festivais de música da Europa, os Eurockéennes de Belfort. Já neste fim de semana Paris realiza simultaneamente os festivais Fnac Live e o Days Off, que traz para os palcos Kraftwerk, Cat Power, e o cantor do Radiohead, Thom Yorke. A capital também acolhe nas próximas semanas o Lollapalooza Paris - versão parisiense do célebre festival americano -, além do maior evento musical da capital francesa, o Rock en Seine. No total, são mais de 1.500 festivais por ano em toda a França. Cerca de 100 deles podem ser considerados "grandes" por atraírem mais de 15 mil pessoas por edição, de acordo com o recenseamento do site Tous Les Festivals. Em 2018, cerca de 7,2 milhões de pessoas frequentaram esse tipo de evento. Ou seja, um a

  • Cultura - Sidival Fila: frei brasileiro baseado em Roma expõe arte abstrata em Paris e na Bienal de Veneza

    Cultura - Sidival Fila: frei brasileiro baseado em Roma expõe arte abstrata em Paris e na Bienal de Veneza

    28/06/2019 Duración: 07min

    Nas paredes de uma galeria no bairro do Marais, em Paris, um brasileiro expõe seus trabalhos. São telas enormes, tem tons de cinza. Há tramas e texturas. O artista é o paranaense Sidival Fila, 57 anos, há mais de 30 anos baseado em Roma. Além de artista consagrado, convidado inclusive a participar da Bienal de Veneza deste ano, Fila é frade franciscano. O português falado de Sidival se mescla com outras entonações e palavras emprestadas do italiano. Quando veio para a Europa, aos 23 anos, o sonho era viver na França, no berço de movimentos como o impressionismo e o cubismo. Mas antes ele foi para a Itália, onde poderia conseguir documentos europeus por ser descendente. Mas a paixão por Roma foi imediata e ele resolveu ficar na capital. “Vivi uns quatro ou cinco anos como leigo, trabalhava em bares e restaurantes, tinha namorada”, conta. “Eu era muito feliz, pois vivia em um museu a céu aberto”, acrescenta. Conversão espiritual “Um dia, voltando de trem da Espanha, passei por uma experiência muito forte

  • Cultura - Mostra em Paris revela fascínio da pintura ocidental pelo Oriente

    Cultura - Mostra em Paris revela fascínio da pintura ocidental pelo Oriente

    21/06/2019 Duración: 06min

    Uma viagem ao Oriente, fonte de inspiração real e imaginária de pintores: essa é a proposta da exposição “O Oriente dos Pintores, do sonho à luz” em cartaz no belo museu Marmottan-Monet de Paris. Os cerca de 60 quadros expostos, assinados por grandes mestres da pintura, do século 19 ao início do século 20, como Ingres, Delacroix, Matisse, Renoir, Paul Klee e Kandisky, mostram que o Oriente, e as mulheres orientais, fascinaram os artistas e influenciaram a arte ocidental. A primeira sala da exposição condensa a proposta da mostra: à direita, o quadro “La Petite Baigneuse”, ou “O interior de um harém”, do francês Jean-Auguste-Dominique Ingres, realizado em 1828; à esquerda, o abstrato “A arquitetura de interior”, de Paul Klee, de 1914. Entre os dois, um século de intervalo e a passagem entre um oriente sonhado e a viagem real, entre a representação de uma imagem idealizada a de uma experiência intensa, do realismo ao abstrato, onde o oriente desaparece, mas permanece presente pela luz e pelas cores. Protóti

  • Cultura - Verão em Paris: 10 programas imperdíveis de muita diversão

    Cultura - Verão em Paris: 10 programas imperdíveis de muita diversão

    14/06/2019 Duración: 05min

    Que venha o sol! A capital francesa promete muita animação neste verão europeu, com atrações para todas as idades e gostos: música, teatro, cinema, atividades e até praia em plena Paris. Veja abaixo os top-10 do verão parisiense 2019. 1. Explosões de cores e sons. A grande festa nacional francesa acontece no dia 14 de julho, que marca a tomada da Bastilha, em 1789, impulsionando o caráter popular da Revolução Francesa. Este ano, a festa acontece ao pé da Torre Eiffel com uma gigantesca queima de fogos. O espetáculo poderá ser visto de vários locais da cidade, como na praça do Trocadéro. Os turistas devem estar atentos com os “pickpockets”, os “trombadinhas”, especialistas em surrupiar objetos com mãos muito leves. 2. Baile dos bombeiros. Aproveitando a comemoração do 14 de julho, os quarteis abrem suas portas nos dias 13 e 14 para grandes festas populares em todos os bairros da cidade. No 5° distrito, por exemplo, a histórica Arena de Lutécia, dos tempos romanos, vira uma pista de dança, com DJ e food truc

  • Cultura - Festival de filmes traz diversidade do cinema francês ao Brasil

    Cultura - Festival de filmes traz diversidade do cinema francês ao Brasil

    07/06/2019 Duración: 05min

    Filme francês é chato? Se depender do sucesso do Festival Varilux de Cinema Francês que comemora a décima edição no Brasil, a resposta é não. Este ano o evento acontece de 6 a 19 de junho. A primeira edição aconteceu há dez anos em nove cidades do Brasil e teve 22 mil espectadores. No ano passado, os filmes franceses foram exibidos em mais de 80 cidades, com 180 mil espectadores. Qualidade e diversidade foram os principais critérios para a seleção dos filmes, como conta a curadora Emmanuelle Bourdier. “Fazemos questão de ter todos os gêneros representados: comédia, drama, animação, filme histórico. Procuramos mesclar filmes de diretores consagrados com jovens cineastas. Isso para ter uma mostra realmente representativa do cinema francês”, explica. Promovendo a distribuição Além de divulgar o cinema francês, o festival também dá um bom empurrão na distribuição dos filmes no Brasil, como conta Bourdier. O evento funciona como uma “rampa”, uma “caixa de ressonância”. “Isso incentivou os distribuidores a co

  • Cultura - Daniel Galera lança na França romance apocalíptico Meia-noite e vinte

    Cultura - Daniel Galera lança na França romance apocalíptico "Meia-noite e vinte"

    31/05/2019 Duración: 08min

    “Meia-noite e vinte” é o terceiro romance de Daniel Galera publicado em francês. O escritor paulista radicado em Porto Alegre é saudado pela crítica francesa como um dos mais talentosos de sua geração. Ele veio à França participar da divulgação do livro e entre um lançamento em Paris e festas literárias em Lyon e Auxerre, encerradas no domingo 26 de maio, concedeu uma entrevista exclusiva à RFI. Os dois primeiros romances de Daniel Galera traduzidos para o francês: “Mãos de Cavalo” e o premiado “Barba ensopada de Sangue”, foram editados pela prestigiosa Gallimard. Para seu terceiro romance, o escritor decidiu mudar de editora. "Meia-noite e vinte" é publicado pela também célebre editora Albin Michel, com tradução de Régis de Sá Moreira. Para alguns críticos franceses, a última obra de Galera é um "Romance apocalíptico", ou um "livro de um gênero inclassificável", que navega entre o drama intimista, o relato de vida e reflexões sobre o mundo que se transforma rapidamente. A história, que fala do tempo prese

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