Crônicas Do Joaquim

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Sinopsis

Joaquim Ferreira dos Santos entrou no mundo das crônicas pela leitura dos textos de Rubem Braga, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos na revista "Manchete" dos anos 1960. As primeiras músicas, ouviu pela Rádio Nacional dos anos 1950. Jornalista desde 1969, trabalhou nos principais jornais e revistas brasileiros. No programa, ele mistura as duas influências e costura o texto, curto e leve, com vinhetas musicais. Publicou três livros de crônicas ("O que as mulheres procuram na bolsa", "Em busca do borogodó perdido" e "Minhas amigas") e quatro de não-ficção ("Um homem chamado Maria", "Feliz 1958 - O ano que não devia acabar", "Leila Diniz - Uma revolução na praia" e "Enquanto houver champanhe, há esperança - Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral"). Também organizou o livro "As cem melhores crônicas brasileiras".

Episodios

  • Wanderléa: a primeira empoderada

    Wanderléa: a primeira empoderada

    24/11/2017 Duración: 04min

    A "garota papo firme" foi alguém à frente do seu tempo, defende Joaquim Ferreira dos Santos. Tema de biografia recém-lançada, Wanderléa teve papel importante na festa libertária dos costumes nos anos 1960 e semeou o empoderamento feminino de hoje.

  • Torquato Neto, o anjo 45

    Torquato Neto, o anjo 45

    10/11/2017 Duración: 03min

    Joaquim Ferreira dos Santos recorda o letrista de poucas mas fundamentais músicas gravadas, como Geleia geral. Ele se matou há 45 anos e, a cada vez que sua obra é revisitada ou seu baú de inéditas é aberto, a música e a inteligência brasileiras agradecem.

  • Novas pastoras para Ataulfo

    Novas pastoras para Ataulfo

    10/10/2017 Duración: 04min

    Talvez por não ter sido malandro, tido vida trágica nem enfrentado a decadência, Ataulfo Alves é menos cultuado do que outros nomes do samba, como Wilson Batista e Geraldo Pereira. Quem defende essa ideia é Joaquim Ferreira dos Santos, que exalta em sua crônica o grande compositor.

  • Salve o compositor popular

    Salve o compositor popular

    29/09/2017 Duración: 04min

    Joaquim Ferreira dos Santos aproveita que se aproxima o pouco conhecido Dia do Compositor Popular (7 de outubro) para saudar aqueles que nos oferecem as melhores palavras nos piores momentos. A música-tema da crônica é Festa imodesta, que, numa tabelinha de craques, Caetano Veloso fez para Chico Buarque cantar.

  • Ninguém canta mais a primavera

    Ninguém canta mais a primavera

    15/09/2017 Duración: 04min

    A estação das flores, que chega em 22 de setembro, já não é mais saudada em canções. Joaquim Ferreira dos Santos lamenta, mas admite que é difícil falar de flores em tempos como os atuais. E faz, em forma de crônica, sua homenagem à primavera.

  • O bolero, sem lero-lero, de Alcione

    O bolero, sem lero-lero, de Alcione

    24/08/2017 Duración: 03min

    Em seu CD de boleros, Alcione não evita falar do inevitável: a derrota amorosa. Solta os bofes, pouco ligando para os padrões de elegância das cantoras que se formaram ouvindo Marisa Monte. Joaquim Ferreira dos Santos exalta o trabalho em sua crônica.

  • Os “malditos”: Luiz Melodia apresenta Sérgio Sampaio

    Os “malditos”: Luiz Melodia apresenta Sérgio Sampaio

    11/08/2017 Duración: 04min

    Ao longo da carreira, Luiz Melodia gravou quatro composições de Sérgio Sampaio, inclusive em seu último disco, de 2014. Sabia do enorme talento do amigo capixaba, morto no ostracismo em 1994. O carioca, pelo menos, partiu tendo seu valor reconhecido.

  • Lima Barreto desafina o coro da música

    Lima Barreto desafina o coro da música

    14/07/2017 Duración: 04min

    As crônicas de Lima Barreto mostram que ele fazia restrições à música popular, como aponta Joaquim Ferreira dos Santos. Gostava das modinhas, elogiava Catulo da Paixão Cearense, mas implicava com o piano tocado nos salões da burguesia e não chegou a se aproximar do samba.

  • O tropicalismo de Antonio Carlos e Jocafi

    O tropicalismo de Antonio Carlos e Jocafi

    30/06/2017 Duración: 03min

    Nos 50 anos do movimento tropicalista, falta incluir entre seus discos mais interessantes o Mudei de ideia, que os baianos Antonio Carlos e Jocafi gravaram em 1971. Só o preconceito pode explicar o silêncio sobre esse trabalho, diz Joaquim Ferreira dos Santos.

  • O sargento Pimenta e o general Cesar Villela

    O sargento Pimenta e o general Cesar Villela

    16/06/2017 Duración: 04min

    Antes de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, o disco dos Beatles que está completando 50 anos, álbuns brasileiros já exibiam letras na contracapa e tinham sofisticados projetos gráficos, graças principalmente ao artista Cesar G. Villela, como conta Joaquim Ferreira dos Santos.

  • A Diamantina de Chichico Alkmim e Milton Nascimento

    A Diamantina de Chichico Alkmim e Milton Nascimento

    02/06/2017 Duración: 04min

    As fotos da mineira Diamantina feitas por Chichico Alkmin, na primeira metade do século XX, e expostas no IMS-RJ indicam esperança no que seria o Brasil. Já a canção Beco do Mota faz um retrato sombrio do país sob o regime militar. Joaquim Ferreira dos Santos comenta as duas visões.

  • A história de uma voz romântica

    A história de uma voz romântica

    17/05/2017 Duración: 03min

    Evaldo Braga é tema da biografia Eu não sou lixo, de Gonçalo Junior. O cantor teria sido abandonado numa lixeira pela mãe, a quem passou a vida procurando. O título do livro é o mesmo de uma canção sua e, segundo Joaquim Ferreira dos Santos, vale como um grito de protesto contra o preconceito de que a música romântica (ou brega) é alvo.

  • Belchior x Caetano, Ceará x Bahia

    Belchior x Caetano, Ceará x Bahia

    05/05/2017 Duración: 04min

    A morte de Belchior trouxe novamente à tona as rusgas entre artistas cearenses e os tropicalistas baianos nos anos 1970. Joaquim Ferreira dos Santos recorda a história. Houve momentos de trégua, como uma parceria entre Gilberto Gil e Belchior.

  • Do Tremendão ao Todo Feio

    Do Tremendão ao Todo Feio

    21/04/2017 Duración: 03min

    Ao contrário dos vergonhosos apelidos pelos quais os políticos são identificados na lista da Odebrecht, na música popular os codinomes eram dados e recebidos com carinho, como destaca Joaquim Ferreira dos Santos. Tremendão, Sapoti, Marrom, Enluarada e Ternurinha estão entre os exemplos.

  • Mario Reis: das melindrosas às empoderadas

    Mario Reis: das melindrosas às empoderadas

    07/04/2017 Duración: 03min

    Os desenhos de J. Carlos têm na voz de Mario Reis sua mais perfeita trilha sonora. Melindrosas no traço do artista, as mulheres agora estão empoderadas, mas o estilo macio do cantor não envelhece, afirma Joaquim Ferreira dos Santos.

  • A carne é fraca, mas dá música

    A carne é fraca, mas dá música

    24/03/2017 Duración: 04min

    A carne também foi problema em 1959, quando o sucesso da marchinha Boi da cara preta, com Jackson do Pandeiro, fez parte da população entrar na brincadeira preconceituosa e acreditar que comer alimento resultava em perda da masculinidade para os homens. Joaquim Ferreira dos Santos ressalta que a canção integra uma corrente gastronômica da música brasileira.

  • Precisamos falar de Rubens Bassini

    Precisamos falar de Rubens Bassini

    10/03/2017 Duración: 03min

    Rubens Bassini é um daqueles nomes que apareciam em letras pequenas nas contracapas de discos. Mas é preciso falar desse percussionista carioca que imprimiu sua marca no sambalanço e morreu com apenas 48 anos.

  • Malandragem, dá um tempo: 90 anos de Bezerra da Silva

    Malandragem, dá um tempo: 90 anos de Bezerra da Silva

    24/02/2017 Duración: 03min

    Bezerra da Silva já era adulto quando determinou que nascera num 23 de fevereiro. Sendo assim, teria completado 90 anos. Foi um Bob Dylan dos pobres, diz Joaquim Ferreira dos Santos. Um cronista de morros que não ficavam pertinho do céu, mas do inferno.

  • No tempo de Blecaute, Cinco Crioulos e Bola Sete

    No tempo de Blecaute, Cinco Crioulos e Bola Sete

    10/02/2017 Duración: 05min

    Músicos já adotaram nomes hoje consideradas racistas, como Blecaute (foto), Gasolina, Bola Sete e Cinco Crioulos. Joaquim Ferreira dos Santos especula em sua crônica o que pode acontecer com esses artistas em tempos de revisão histórica.

  • Fagner mandou me avisar: “vou te encher de porrada”

    Fagner mandou me avisar: “vou te encher de porrada”

    27/01/2017 Duración: 04min

    Joaquim Ferreira dos Santos quase apanhou de Fagner nos anos 1980, daí o título de sua nova crônica. Hoje seria difícil tamanha raiva, porque "o elogio babão corre solto" na imprensa. Ninguém fala mal de ninguém, nem mesmo de Caetano Veloso endeusando MC Beijinho.

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